Clube de leitura CALÉPIA

Clube de leitura CALÉPIA

img_20190122_111833789Junho? Ultimo post. Uau. Faz tempo. Entre férias e rotinas perdidas no verão assustador do Rio de Janeiro vou dividir uma experiência linda desta semana. Criamos um grupo de leitura para estimular um momento breve com troca de ideias entre a família. Marcamos trinta minutos, cada um lê seu livro e depois faz um breve comentário sobre o que leu ou aprendeu, qualquer curiosidade. Nosso filho tem sete e já lê bem e está levando a sério e se divertindo! É um absurdo o quanto de tempo perdemos entre games e filmes e não lemos mais… Vamos tentar aqui. Segue a foto dos livros deste primeiro ciclo. 😘😘 Beijo a todos

 

 

 

 

 

 

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Olhos

“… Amo os ipês, mas amo também caminhar sozinho. Muitas pessoas levam seus cães a passear. Eu levo meus olhos a passear. E como eles gostam! Encantam-se com tudo. …” (Rubem alves)

 

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Arte de rua, vista de fora do museu de arte

IMG_20180621_155611399~2Eu na porta do que simboliza tanto p mim…

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Centro municipal de arte Hélio Oiticica
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Casas Franklin 1911
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Fachada da Escola de Belas Artes. Não existe mais.
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Ruinha considerada a mais limpa do RJ. Tem segurança patrimonial. Três prédios cuidam desse trecho. Antigamente era referência como ponto de drogas e prostituição.

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Irajá. Pipoca. Outro dia um banco desses explodiu ali perto
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Por do sol muito distante…

❤ até!

Fim do verão

Umas dez, talvez 12. Se entro na primeira logo a segunda será como a questão número dois numa prova de múltipla escolha, obrigatória. As outras segui a ordem e foram mais fáceis de encarar, uma vez que estavam vazias. Virando a rua, saltei duas casas que tive um pressentimento ruim, medo mesmo porque em uma havia muito mato na porta, na outra um carro abandonado sobre a calçada. Na próxima toco um interfone antigo e parecia de enfeite, mas logo abaixo havia outro pequeno bem redondo. Pensei em choque, toquei assim mesmo. Tudo veio rápido, os latidos, a senhora, o grito. O calor estava absurdo quanto podia se estar as quinze horas de uma tarde de março. Ela veio do interior do submundo trazendo consigo uma expressão curiosa e sem qualquer receio de me atender de perto.   Eu tinha um forrinho de crochê amarelo em uma mão e o celular na outra. As chaves de casa eu colocava no bolso de trás da calça e tirava a todo momento. Se eu fosse um assaltante onde eu colocaria minha arma? Dentro da calça no lado de trás. Coloquei o celular lá, Tirei. O que ela vai pensar se eu pegar o celular num movimento natural porém suspeito? Não consigo evitar a velocidade dos meus pensamentos e a ansiedade do contato com algum desconhecido me faz uma completa idiota. Tropical, marítimo e quente. O Rio de Janeiro estava especial como a palavra já descreve. A partir das dezesseis horas sempre havia esperança de chuva. Move o portão e diz bom dia, rosto simpático. Entrei a seu convite para observar as árvores do fundo. Eu perguntei se ela tinha algumas bem altas e se podia ver de perto. Achei bem interessante à medida que os passos trocavam imagens  de interior de um lar pelo início de um jardim. Havia uma proposta de ponte, um lago com peixes e vitórias régias. Falamos sobre a tempestade que destruiu muitas casas e ela me mostrou por onde deveria pisar devido aos estragos da mesma. Olhei de lado um cágado que andava rápido e mais abacates do que eu poderia contar. Avistei minha casa e mostrei para ela, fazendo referência de um tapete e uma gaiola. Ela estava muito intrigada e me ajudou andando por todo o terreno. Me perguntou se eu vi a revoada de papagaios na semana passada ou os tucanos pelo menos uma vez. Eu disse que sim. Na verdade o tucano não havia visto, mas ouvi falar. Os papagaios eu escutei e gostaria de tê-los visto. Só escuto maritacas. O piado dela é esse! Sabe? Ela me chamou para perto do muro e disse um “olha!” apontando para um pé de jambo. Enquanto ela descrevia o tamanho dos frutos e a qualidade da sombra da árvore, não tirava meus olhos do céu. Ela devia esta próxima, pelo menos uma delas, porque escutei bem. Um tempo depois no assunto ainda da planta e ela já era um problema porque causava desgosto o cheiro das frutos apodrecidos pelo chão e o tapete magenta era difícil de limpar…Eu comecei a chamar pelo nome e então ela apareceu. Um pássaro pequeno de bico afiado, uma bolinha amarela, chamada Goiabinha, perdida pelos jardins da vizinhança. Meu filho chegaria em 3 horas e precisava recuperá-la o quanto antes. Trocou de árvore muitas vezes, a liberdade era um copo de água gelado, um primeiro gole longo de muitos outros. O mundo tem feito mal aos animais! Se eles não possuem a inteligência suficiente para maquinar o mal para o próximo são privilegiados no planeta. De que vale tanta esperteza se judiamos dos pobres! Pensando e se culpando segui a busca. A nossa raça aprisiona e se aflige mas também capaz de grandes feitos e compaixão. Mordia e assoprava nossa mania de se auto afirmar e justificar erros. E por hora esta senhora fez o possível mas citou o nome dos vizinhos seguintes e me deu boa sorte porque estava ocupada fazendo um bolo e poderia voltar mais tarde e tentar buscá-la. Na minha mente era só uma ideia latejante, salva permanentemente após poucos segundos, nunca mais colocaria um animal em condições que o privasse de fato de seu habitat natural.  E como iria explicar para uma criança que seu animal de estimação havia sumido. No seguinte vizinho, fui até o fundo de sua casa e vi que estava no alto de um sobrado ao lado. O mais rápido que pude já encarei as formalidades, campainha, desconhecidos e muitos cachorros sem muita demora e subi as escadas até a última em espiral que deu acesso a uma floreira onde havia visto a gordinha beliscar flores delicadas. Se a outra morreu pelo menos essa eu poderia recuperar, já clamava a Deus em pensamento como um mantra. Chegando lá ela voou para uma quadra altíssima de um campo de areia. As grades mediam 5 metros. Eu desci e fiquei implorando para que ela descesse agora. Ela piava de lá e torcia o pescoço com desprezo.  Eu não sabia mais o que fazer, não havia escada suficientemente alta, uma folha de couve ou qualquer plano para o momento. Voltei para casa após uns minutos de impotência e observação. Da casa de uma amiga também podia ver a quadra e ela parecia gostar dos seus próprios caminhos. Quase pensei, está bem melhor ai, embora todos comentavam comigo, “pássaros de gaiola na natureza duram bem pouco, não sabem se cuidar”. Ideia: Levar algo familiar e ver se atrai sua atenção. O melhor que pude pensar foi levar sua gaiola e o saco de ração. Imaginei por um instante, olhe só prisioneiro, suas algemas e a comida da prisão, que tentador! Lógico que falhou. Mas a missão fracassou quando a perdi de vista sem saber se foi à direita ou esquerda. Isto ocorreu por causa do caminhão de fumaça que espanta mosquitos. Num ar de mistério como num show de mágica, meu pássaro sumiu. Ótimo.  Só haviam duas opções: para o bananal abandonado ou de volta as casas dos vizinhos que estive pela tarde afora. Assim, para não dizer que havia abandonado de vez as esperanças fui novamente à quadra de areia tentar esperar um ato de saudade do animal ou de tentativa de voltar para casa por sede ou cansaço. Em vão. Só recebi bons conselhos e uma sugestão de como deveria explicar para meu filho no final do dia sobre o ocorrido, relato no final. Agora vamos a parte que quis evitar durante todo o texto, o outro pássaro, o que não sabia voar direito, o que sofria de solidão e padecia sobre um nome de Escuridão. Ela nem foi sequer vista durante minha busca. Saiu da gaiola e provavelmente morreu pela queda do apartamento. Foi encontrada numa sala de apartamento igual ao meu, provavelmente tentando voltar para sua segurança, mas morreu. No momento um pássaro desaparecido e um falecido. A seguinte noticia foi dada ao pequeno quando chegou em casa após a escola e não viu seus passarinhos: Disse assim sem criar um clima e pedir para ele se sentar com um “precisamos conversar” e me esforcei para fazer uma feição natural e comecei; Você sabe que dia é hoje? Ele pensou e disse mês três. Eu fui tirando os sapatos e pedi que ele fosse falar o rosto e tomar uma água. O que tem hoje? Ele já curioso. Hoje, filho, o verão está chegando ao fim. Ele disse, oba! Amo inverno! Expliquei que com o início do fim do verão acontecem coisas intrigantes na natureza. A saída dos pássaros para o Sul. Contei que a Goiabinha e Escuridão seguiram os outros coleguinhas para um primeiro voo de iniciação de sobrevivência fora de casa. Ele ameaçou se preocupar e perguntou, onde ela está? Mostrei as fotos que havia tirado dela em cima de lugares bem altos. Ele vibrou! Que alto, ela não teve medo, mamãe! Continuei dizendo que precisavam passar um tempo fora e voltariam a nos visitar se sentissem saudade. Ele focou na quantidade de tempo para seu retorno e eu não prometi uma data certa mas o abracei e disse que estava orgulhosa dele por ter ajudado o passarinho  sempre o soltando em casa para praticar o voo. Mudamos de assunto. Quando o pai chegou contou como algo normal, o tempo do pássaro ir e respeitou sem chorar ou demonstrar raiva porque perdeu seus bichinhos. A vizinhança é muito verde e cheia de pássaros felizes. Pelo menos uma conseguiu um dia feliz reintegrada. Só se sabe do que aqui foi dito, mas foi bastante para uma historia de fuga de passarinho de gaiola. Desencaparam os fios do vídeo game, cortaram livros para fazer ninho e por muitas vezes nos acordaram piando ao nascer do sol. Espero desde o primeiro raio de hoje algum piadinho da que sobreviveu, mas prefiro pensar que não escuto mais porque já ganhou a mata e vive feliz na floresta da tijuca. Fim da era agapornes, o pássaro do amor, nesta família. Amor dói quando se perde. Mas se pensar que amor liberta…

Sorrindo bem melhor

Sorrindo bem melhor

Oi. Tudo bem?

Como é bom ver alguém sorrindo e feliz… e sentir-se tão bem quanto a isso. É um alívio que escorre do coração…é gratidão e amor. Deixa comigo uma sensação arejada de janelas abertas e ar puro. Por isso vou precisar postar flores. E céu azul! Tenham um dia excelente! ❤

Deus nos abençoe

Numa ilha sem cela

 Segue um rascunho/mini conto. Me disseram que pintores são altamente descritivos. E é possível ver através da leitura. Vou expor meus textos e que venham as críticas amigos… Conto com elas. ❤

 

Escutei bem? Sim! Som de cavalos. Mas onde? Ele chegou com um menino em cima. Usava blusa amarela com um número de jogador de futebol. Desceu do cavalo num pulo só. Percebi que não havia cela. O prendeu num laço frouxo nos pés da placa da Reitoria. Tinha outra corda na mão. Imaginei seu uso para estimular o animal a correr. O ônibus passou e não pude ver o que ele pegou do chão. O motivo de sua parada era recuperar algo caído em uma das avenidas duplas. O cavalo, ainda amarrado, como estava em um canteiro, aproveitou para morder algo verde. O garoto retorna, debaixo de muitos olhares faz um salto para cima do cavalo num lindo movimento. Me senti dentro da cena, eu era o cowboy no velho oeste. Pronto para sentir o vento afastar pensamentos até às mãos firmes ganharem confiança e se deixarem soltar. Com coração acelerado e em outro lugar. O ar ficou quieto. Voltei à cena real: menino pega a outra pista e seu cumprimento é direcionado para uma carroça, estilo charrete, cheia de amigos. Ele lidera o caminho. Aceleraram ao máximo fazendo uma curva perigosa. Ganharam um imenso jardim, com graciosas garças plantadas e indiferentes​. Meus olhos seguiram a poeira. Sem virar o pescoço abriram suas asas brancas à direita e à esquerda, os deixando passar. O rastro deles fez uma leve circunferência no horizonte. O céu estava pleno de azul e o mar ao fundo refletia a forte incidência do horário do almoço. Seguiram assim até desaparecer atrás de um prédio desocupado, um esqueleto abandonado. Cavalos e crianças soltas salteando uma ilha sem xerife.

 

 

Amizades do blog

Amizades do blog

Eu recebi uma nomeação para o Real Neat Blog Award pela Renata Fernandes do blog Woman And Minds, (www.mulheressementes.com.br) e estou seguindo as sugestões da brincadeira​.

Achei uma ótima iniciativa de trocar ideia e conhecer mais do outro lado dos blogs que eu sigo. As pessoinhas que dividem seus textos neste modelo tão íntimo e também portal de todos!

Respondendo as perguntas da Renata;

  1. O quão organizado você é?

Engraçadinha essa pergunta. Vou responder assim…um tanto bom! hahah Dificil falar de defeitos. Não sou a pessoa mais organizada do mundo. Mesmo porque minha personalidade me impele para liberdade o tempo todo. Quebrar regras e padrões… Mas até mesmo dentro do meu caos há lugar para minha organização. A meu modo… Mas estou longe de ter Toc e sistemas invioláveis para tudo. 

2. O que você normalmente come no café da manhã?

Café. Se não tiver café tinta negro encorpado maravilhoso, será um café chué mesmo se tiver todas as frutas e qualquer outra delicia doce. Um pretzel me faria muito feliz. Nunca tem..k Ou aquela delicinha húngara de coco… Só maravilhas. Amo pão francês com manteiga.

3. Você gosta do som do John Mayer

Oi? Sou bem perdida no mundo da música. Sérios problemas em me conectar com músicos que todo mundo conhece. Muito prazer. Amei a música Daughters.

4. Qual o seu estilo favorito de música típico da onde você mora? Vou falar de Goiânia. Posso responder sertanejo mas sei que há uma tribo gigantesca de roqueiros em Goiás e acho maravilhoso. Há nos sons uma identificaçao afetiva… uns gemem seus dramas acompanhandos do grave ou agudo de uma guitarra, outros da viola. Cada um vai no ritmo que te move. 

5. Como você descreveria a sua vizinhança em 3 palavras? E onde fica?Trabalhadora, metade de aposentados e muito individualistas. Zona oeste do Rio de janeiro.

6. Você conhece algum portador de doença psíquica (depressão, transtorno bipolar etc.)? Como é pra você lidar com essa pessoa? Sim, conheço. Conheço os que são consciêntes de sua condição e lutam por abrandar suas reações e outros que fingem que não tem nada e dão  certo trabalhinho no convívio …. 

7. Sobre o que você mais gosta de conversar? Comida. Artes. As graças do meu filho RS. E relembrar histórias e viajar….

Agora vem as minha perguntas bem bobas mesmo RS para os seguintes blogs que sigo. Se quiserem fazer amigos ❤

1. Alguém pega ônibus? Se sim qual a linha que vc costuma mais usar?

2. Quando vai ao shopping, qual motivo ou loja te levam até lá?

3. Você come chantilly?

4. Cuida de alguém, filho, filhote, hamster, planta?

5. Que tipo de música te faz chorar? Se nenhuma faz, o que faz?

6. Você vai a praia ou gosta mais de montanha? (Pergunta sem graça eu sei..kkk mas sou curiosa com coisas banais)

7. Usa Twitter?

Meus selecionados são:

1.  Mochileiro do Pensamento. De Juliano Guerreiro. 

2. Egocêntrico caracol

3. Antimidiablog

4. Woman And Minds

5. Satanatorio

6. Raquel Núbia 

7. Ana Teixeira _ poesia e cia

Olha que dia lindo hoje!!